Londrina – Em um trecho de 20 quilômetros da BR-376 estão os pontos mais críticos em número de acidentes e vítimas de rodovias federais do Paraná. Dos dez locais mais violentos, sete estão entre os Kms 170 e 190, que passam pelo perímetro urbano de Maringá (Noroeste). Um levantamento da Polícia Rodoviária Federal aponta que, entre janeiro de 2012 e junho deste ano, sete pessoas morreram neste trecho.
Os dados apurados pelo Núcleo de Registro de Acidentes e Medicina Rodoviária da PRF mostram que na BR-369, no trecho urbano de Londrina, existem dois pontos com altos índices de colisões. O Km 156, 16º no ranking, próximo à indústria Cacique de Café Solúvel, na zona oeste, apresentou 50 acidentes sem vítimas, 108 com feridos e quatro mortes. Já no Km 147, o 19º na classificação, próximo ao Grêmio, no Jardim Ideal, zona leste, aconteceram 178 acidentes, sendo 124 com feridos. Neste trecho não foram registradas mortes.
O ranking da PRF foi elaborado a partir de um estudo técnico e científico nos quatro mil quilômetros de rodovias federais do Estado e apontou os cem locais mais violentos. Foram utilizados pesos diferentes para os acidentes com e sem vítimas, gravidade das lesões e óbitos. Para definir a gravidade das colisões foi adotado o índice utilizado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e pelo Departamento de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Outros seis pontos na região de Londrina estão entre os cem mais violentos.
As principais causas dos acidentes no Estado, segundo o estudo da PRF, são a falta de atenção, o excesso de velocidade, a alcoolemia ao volante e as ultrapassagens em local proibido, principalmente em locais onde há o encontro da rodovia com o trânsito urbano.
"O objetivo do projeto é levar a todas as delegacias da PRF os trechos que requerem uma fiscalização especial, em virtude do risco de acidentes para motoristas e pedestres. Com esses números fizemos ações para melhorar a fiscalização e solicitamos pequenas intervenções na sinalização em alguns pontos e conseguimos reduzir significativamente o número de acidentes em rodovias da região metropolitana de Curitiba", relatou Pedro Diniz, chefe operacional substituto da PRF-PR, um dos autores do levantamento.
Durante todo este mês de outubro, a PRF está realizando a Operação Perímetros Urbanos e Velocidade em Londrina e Maringá, reforçando a fiscalização e orientando os motoristas justamente nos pontos mais críticos. Além de apontar os trechos mais perigosos, o levantamento tem como objetivo direcionar possíveis soluções para estes locais levando em conta três vertentes: sinalização e engenharia de trânsito, fiscalização eletrônica e policiamento e fiscalização presencial.
"No Km 156, após nossas indicações, já foi fechado um retorno e retirado um semáforo. Há a promessa do DER para a construção de um novo retorno para acessar o Jardim São Francisco de Assis e apontamos para a necessidade da construção de uma passarela, em virtude do fluxo grande de pedestres", frisou Fernando Costa, chefe do Núcleo de Registros de Acidentes e Medicina Rodoviária da PRF. "No Km 147, a marginal, no sentido Ibiporã, já foi adequada e ganhou uma segunda faixa. Indicamos a construção de uma trincheira para eliminar o semáforo e a colocação de uma tela na divisão das pistas, além de uma lombada eletrônica. Mas para essas intervenções não há previsão", lamentou.

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