BR-376: Apucarana quer início da duplicação
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sábado, 09 de junho de 2012
Aline Vilalva <br> Reportagem Local 
Londrina - Fazer com que as obras de duplicação da BR-376 sejam iniciadas por Apucarana (Norte). Este é o objetivo da campanha lançada pela Associação Comercial e Industrial de Apucarana (Acia). O grupo, composto por antigos e atuais diretores da entidade, argumenta que a duplicação deveria começar pela região visto que a topografia ''relativamente plana'' até Mauá da Serra permitiria que a obra fosse finalizada rapidamente.
De acordo com o presidente da Acia, Jayme Leonel, a iniciativa foi lançada porque a imprensa divulgou que a duplicação, prevista para 2015, seria antecipada para 2013 e teria início em Ponta Grossa (Campos Gerais). ''Além da infraestrutura favorável, fazemos esta reivindicação tendo em vista o intenso fluxo de veículos e grande volume de acidentes registrados neste trecho da rodovia, muitos deles com mortes, principalmente entre Mauá da Serra e Ortigueira'', explicou. Segundo ele, partindo de Ponta Grossa, as obras enfrentariam trechos acidentados, principalmente na região de Ortigueira.
Durante a reunião, o grupo lembrou a campanha ''Chega de Mortes'', deflagrada pela Acia em 1996, que pedia outras melhorias rodoviárias na região. ''Na época foi feita uma grande mobilização por meio da mídia e das lideranças dos municípios envolvidos. Também usamos outdoors, adesivos e folhetos, além de anúncios nos veículos de comunicação. É basicamente esse formato que estamos defendendo agora'', salientou Felipe Neto, ex-presidente da Acia.
Conforme Leonel, ainda não foi dado o ''start'' à campanha porque a Acia está aguardando a resposta do prefeito João Carlos de Oliveira (PMDB), que fará contatos políticos e administrativos para definir por quais caminhos as ações devem ser encaminhadas. ''Vamos apresentar nossos argumentos, mas sabemos que a resposta final depende de decisões técnicas e vamos respeitar todos os pontos de vista. Só não queremos ficar fora da decisão'', reiterou.
A CCR RodoNorte, concessionária responsável pela duplicação da BR-376, informou à FOLHA, por meio de sua assessoria, que a possível antecipação da obra para o ano de 2013 está sendo avaliada junto ao governo do Estado, levando em consideração os itens de fluidez de tráfego e segurança viária, a exemplo da antecipação da duplicação da BR-277, que está em andamento no contorno de Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba).
Segundo dados da concessionária, o fluxo médio no trecho entre Apucarana e Faxinal, no trevo BR-376 com a PR-445, que liga a rodovia a Londrina, é de 5,8 mil veículos por dia. No restante da BR-376, é de aproximadamente 6 mil, chegando a 8 mil após a confluência com a BR-153 (Transbrasiliana) em Tibagi, a 35 quilômetros de Ponta Grossa.
No momento, a RodoNorte está realizando o projeto executivo dos primeiros 45 quilômetros da BR-376, entre Ponta Grossa e Alto do Amparo (Tibagi) e ''encontra-se aberta ao diálogo junto às comunidades para que todas as decisões sejam tomadas com o embasamento técnico necessário, em conjunto com o Departamento de Estradas e Rodagem (DER)''.
O DER, poder concedente da duplicação, informou, também por meio de sua assessoria, que a negociação com a RodoNorte está em andamento e que ainda não foi definida a área pela qual serão iniciadas as obras, o que só vai acontecer quando estiver concluído o projeto executivo de todo o trecho.
A obra prevê a duplicação de 236 quilômetros entre Ponta Grossa e Apucarana, além de 12 quilômetros na Serra do Cadeado que já foram duplicados no início da concessão, somando 248 quilômetros. Há previsão, também, para implantação do Contorno Leste de Apucarana, com 15 quilômetros. Estes trabalhos estão previstos para começar em 2015 e terminar em 2021.


