Bovespa terá pregão nacional no primeiro semestre de 2000
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quinta-feira, 28 de outubro de 1999
Por Andréa Lago 
São Paulo, 29 (AE) - A Bolsa de Valores de São Paulo deverá aprovar em dezembro deste ano, durante assembléia das sociedades corretoras permissionárias, o fracionamento dos atuais títulos patrimoniais para venda às demais bolsas do País. Com isso, a Bovespa passará a ter um único sistema nacional de operação, liquidação e custódia no primeiro semestre do ano que vem. "Esse é o projeto 2000 da Bovespa", disse o presidente Alfredo Rizkallah.
O projeto já foi apresentado à CVM, que apóia a iniciativa da bolsa paulista. Rizkallah afirmou que "não é um processo de compra nem de incorporação das demais bolsas pela Bovespa". Segundo ele, essa iniciativa segue uma tendência internacional do conceito de liquidez nos mercados acionários, lembrando que a Bolsa Pan-Européia (formada pelas bolsas de Frankfurt, Londres e outras seis bolsas da Europa) já é um resultado dessa tendência.
O projeto de pregão nacional da Bovespa não deverá gerar mais volume financeiro em um primeiro momento, mas irá acrescentar mais liquidez ao mercado acionário brasileiro e ainda reduzirá custos das sociedades corretoras. Rizkallah disse que a entrada de novas corretoras em um mesmo mercado irá trazer "mais pontas de negociação, e esse é o espírito da liquidez". Ele ressalta que o crescimento de volume financeiro só deverá ocorrer em um segundo momento porque hoje essas corretoras de outros Estados já fazem seus negócios na bolsa paulista, mas atuam apenas em uma ponta.
Rizkallah acredita que o novo sistema - em que as corretoras hoje concessionárias de outras bolsas passarão a ter títulos patrimoniais da Bovespa - irá "fatalmente trazer mais volume". Segundo ele, haverá também o interesse patrimonial por parte dessas corretoras, e elas irão se dedicar mais, trazendo novos negócios. "Com o novo pregão, deixa de existir o sistema de permissionárias, porque não vai mais fazer sentido", disse Rizkallah.


