Botha é acusado pelo assassinato de oito ativistas
Johannesburgo, áfrica do Sul (AE-AP) - O ex-presidente sul-africano P.W. Botha está sendo acusado pelo assassinato de oito ativistas contrários ao apartheid em 1985, informou hoje (15) um comunicado da Comissão da Verdade e Reconciliação. As mortes teriam ocorrido durante uma operação aprovada por Botha e seu gabinete.
A comissão decidiu também exigir o comparecimento diante de um comitê de anistia, na próxima segunda-feira, de Eugene de Koch, ex-comandante de um esquadrão de morte policial, e de outros 11 ex-integrantes das forças de segurança. A audiência será realizada para esclarecer os incidentes ocorridos durante a chamada operação "Zero-Zero Hora", que teve como objetivo conter a revolta nos redutos negros de resistência ao apartheid.
Segundo a comissão, os ativistas foram assassinados depois que agentes de segurança mandaram que eles segurassem granadas e as detonassem. Outros sete ativistas ficaram gravemente feridos nas explosões.
Botha, o último presidente de linha-dura na era do apartheid, ganhou um apelo no mês passado perante a Suprema Corte da Cidade do Cabo, após ter sido considerado culpado de se recusar a comparecer a uma audiência da comissão.





