Rio, 01 (AE) - O líder do Movimento União Brasil Caminhoneiro (UBC), Nélio Botelho, classificou como um "fracasso total" a paralisação marcada para hoje por entidades ligadas à categoria. "Houve congestionamento em muitas rodovias pelo excesso de caminhões entregando mercadorias em São Paulo e Minas Gerais", informou. Segundo ele, o movimento está unido e não há motivos para novas greves. "Tentaram confundir os caminhoneiros, mas não conseguiram", comemorou.
Botelho acusou de oportunistas as entidades que planejaram a paralisação. Segundo ele, essas associações adotaram nomes parecidos com o do UBC para atrair a atenção dos caminhoneiros. "Alguns ficaram assustados e preocupados com a possibilidade de outra greve", afirmou.
"A categoria é inteligente e sabe quando reivindicar suas necessidades", disse. Um dos argumentos do líder do UBC é de que o governo está aberto à negociação. Até o final do mês, Botelho acredita que todos os 11 itens da pauta de reivindicações serão atendidos. O governo já marcou uma reunião com lideranças do Movimento para o dia 8. O tema será a confecção de uma tabela de fretes nacional.
Botelho destacou que a categoria já mostrou seu poder de fogo, conquistando grandes vitórias como a redução do pedágio. "O governo deve anunciar ainda este mês uma nova diminuição no preço", adiantou o líder do UBC. Essa seria a segunda redução concedida desde o final de julho, quando ocorreu a greve dos caminhoneiros.
A paralisação de hoje não afetou o abastecimento de combustível ou alimentos no Rio de Janeiro. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado, Ricardo Lisboa, considerou normal o fluxo de abastecimento de caminhões. "Não houve problemas em nenhum posto", informou.

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