Rio, 10 (AE) - O presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro, Nélio Botelho, descartou novas paralisações e classificou como oportunistas as ameaças de greve feitas por entidades de caminhoneiros do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Ele acusou os dirigentes dessas federações de estarem se sentido vulneráveis por não terem participado do movimento, que liderou a greve dos caminhoneiros no País.
A reação das federações do Sul foi considerada por Botelho como um sinal de que as entidades temem um enfraquecimento junto aos caminhoneiros. "Manifestações como estas são muito prejudiciais para os caminhoneiros", avaliou Botelho. Ele ressaltou que o movimento está coeso e vem conquistando vitórias nas negociações com o governo, como a não elevação do preço do pedágio nas estradas brasileiras. "O governo está aberto para nossas reinvindicações", disse. "Não podemos usar as greves como um instrumento banal."
Os líderes regionais do Movimento União Brasil Caminhoneiro tiveram hoje uma reunião para definir as linhas mestras para a criação de uma associação nacional da categoria. Cerca de 50 caminhoneiros participaram do encontro.

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