Botafogo diz que acordo automotivo no Mercosul dará competitividade
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2000
Por Marli Olmos 
São Paulo, 19 (AE) - Um acordo entre Brasil e Argentina para o regime automotivo do Mercosul é importante não apenas para definir a plataforma industrial de abastecimento interno, mas também para tornar a região competitiva para exportações para o resto do mundo. A afirmação é do embaixador extraordinário do Brasil para o Mercosul, José Botafogo Gonçalves, que se reuniu hoje, em São Paulo, com representantes da Argentina. A reunião não foi conclusiva e continua amanhã.
O embaixador não quis comentar os pontos divergentes, que impediram até agora um acordo. "Esperamos dessa vez uma relação sem surpresas porque em 1999 houve muitas surpresas do lado de lá e nem todas agradáveis" disse. Está é a primeira reunião formal do Brasil com o novo governo argentino. "Se não fossem as questões pendentes, complexas, o acordo teria sido fechado há mais tempo", disse sem detalhar os pontos de impacto.
Botafogo lembrou ainda que o setor automotivo é responsável por um terço do Mercosul. "Não existe mais carro brasileiro ou argentino; os veículos têm dupla nacionalidade porque já tem parte feita aqui e outra parte lá", destacou.
Representaram o governo brasileiro na reunião de hoje o embaixador Botafogo e o secretário de política industrial do Ministério do Desenvolvimento, Hélio Mattar. Na delegação argentina estavam a Secretária da Indústria, Debora Giorgi, o vice-ministro de Relações Exteriores, Horacio Chighizola, o sub-secretário de Integração Econômica para o Mercosul, Norberto Iannelli, a diretora do Mercosul, Cristina Boldorini, e o cônsul-geral da Argentina, Guillermo Hunt.


