Bosque tem muitos problemas
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sábado, 10 de janeiro de 2009
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Área arborizada, muito bem localizada no centro da cidade, com água corrente gratuita, segurança garantida pelo completo cercamento, espaço de lazer com quadra e quiosques cobertos para uso de drogas e outras práticas ilícitas. Esta bem que poderia ser a propaganda de mais um condomínio em Londrina mas trata-se de um dos cartões postais da cidade, o Bosque Central, que foi loteado por moradores de ruas e usuários de drogas desde o final do ano passado.
Os novos ''condôminos'' não fazem nenhuma questão de cultivar a boa vizinhança. Protegidos pela tela, eles literalmente deitam e rolam dentro das áreas arborizadas do bosque. Os ''lotes'' estão equipados com colchões, cobertores, fogareiros, sacolas de roupas, comida e bebida. Sem se preocuparem com o asseio, os ''moradores'' espalharam lixo por toda a área.
Os novos ocupantes também não gostam de ser incomodados e costumam agir com violência contra os mais desavisados. Ontem, dois deles atacaram o ajudante Vanderlei da Silva, que teve o celular roubado e ganhou um corte no supercílio esquerdo. Ele apontou um adolescente de 16 anos como um dos envolvidos, fato negado pelo suspeito. O menino disse que mora em Cambé, trabalha em um lava-rápido em Londrina e frequenta o bosque ''para ver o pessoal jogar''.
Entre os idosos que usam o espaço todas as tardes para jogar cartas o clima é de quem está sendo despejado. ''Já avisamos o fiscal da prefeitura, a Polícia mas nada resolveu. Os meninos não se intimidam mais'', criticou um senhor.
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Paulo Renato Carvalho Matiuz, admitiu que não é correto pessoas usarem o espaço público como moradia. ''Vamos reavaliar a situação e, se for possível, fazer a transferência das mesas para o Zerinho para dar mais conforto e segurança para quem usa e passa pelo bosque'', garantiu. Matiuz disse que vai discutir o problema com o comando da Polícia Militar e outros órgãos da prefeitura para encontrar uma solução conjunta, que pode ser a retirada da tela que cerca o local.


