Bornhausen vai ao Rio para discutir crise do PFL com Conde
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terça-feira, 13 de abril de 1999
Por Wilson Tosta 
Rio, 14 (AE) - O comando nacional do PFL iniciou uma nova ofensiva para tentar encerrar a crise da seção carioca do partido, desde janeiro dividida entre os seguidores do prefeito Luiz Paulo Conde e do ex-prefeito Cesar Maia. O presidente da legenda, senador Jorge Bornhausen (SC), estará no Rio de Janeiro no dia 27 ou 28 para tentar convencer Conde a aceitar mais uma tentativa de acordo que evite o racha definitivo da agremiação.
Pela proposta, a executiva municipal pefelista será constituída pelos deputados federais e estaduais mais votados em 1998. A proposição já foi aceita por Maia, que afirma ser essencial que o partido tenha dirigentes sintonizados com a sociedade, mas o prefeito resiste. Conde não acha bom que uma direção partidária na cidade não tenha políticos municipais. Ambos disputam a condução da sucessão em 2000: tanto Conde como Cesar podem ser candidatos a prefeito.
Divisão - Enquanto o acordo não sai, o PFL do Rio funciona dividido. O grupo constituído por Maia, o Reconstrução-PFL (R-PFL), tem executiva própria, faz oposição ao prefeito, fechou uma aliança com o PSDB do ex-governador Marcello Alencar e declarou que não apóia a reeleição do prefeito. Conde já avisou ao presidente regional da legenda, Arolde de Oliveira, que, se o conflito permanecer, deixa o partido em setembro. Os dois não conversam há meses.
O presidente municipal do PFL, deputado Rubem Medina, já renunciou ao cargo, inconformado com os ataques que recebeu de Maia. O ex-prefeito acusa o parlamentar de, sob o disfarce de uma suposta neutralidade, ser um defensor de Conde. Medina fora conduzido ao cargo na convenção de 6 de março, que elegeu um diretório cuja composição fora imposta por Bornhausen e pelo presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães. Isso, porém, não encerrou a disputa.
Maia chegou a sinalizar que poderia entrar no PSDB, mas o anúncio de sua aproximação com Alencar ameaçou levar a crise aos tucanos. Mas, da aproximação, ficou uma aliança estratégica. Os dois caciques concordam que erraram em 1998, quando disputaram as eleições com chapas rivais e viram o pedetista Anthony Garotinho vencer a eleição para governador.
Por isso, fecharam que apoiarão o mesmo candidato ao Palácio da Cidade.


