Bornhausen diz que partido não está abrindo confronto com governo
Brasília, 30 (AE)- O presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen, disse há pouco que o partido não está abrindo confronto com o governo ao apoiar o valor do salário mínimo de R$ 177, a partir de primeiro de maio, mas sim apontando caminho para uma negociação. "Se sentarmos à mesa de negociação novas propostas vão surgir", afirmou Bornhausen. Se o governo não aceitar a proposta, o PFL admite a flexibilização do prazo para a vigência do mínimo de R$ 177 a partir de 1º de janeiro do próximo ano. Segundo Bornhausen, o presidente Fernando Henrique Cardoso é o juiz nessa questão, e se não aceitar a proposta de negociação, o PFL vai votar favoravelmente à emenda. "Se perder
perdemos". Jorge Bornhausen garantiu que o partido continuará integrando a base de apoio do governo, "a menos que o presidente Fernando Henrique não queira".
A decisão do PFL favorável ao mínimo de R$ 177 foi unânime. Alguns deputados, como Ronaldo Caiado, Eliseu Resende e Luiz Antônio Medeiros queriam que a nota do partido fosse mais radical. Mas a maioria decidiu que a nota deveria ser nos termos como foi redigida. Para Bornhausen, se o governo não aceitar a proposta de aumento do mínimo para R$ 177 agora, a vigência do valor no início do próximo ano será mais facil, porque a expectativa de crescimento da economia é de 4% a 6% para 2001. "E isso dá tranquilidade para estabelecer um salário superior a partir de primeiro de janeiro", disse o presidente do PFL.





