Bornhausen discute com Maia crise no PFL do Rio na próxima semana
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terça-feira, 16 de março de 1999
Por Wilson Tosta 
Rio, 17 (AE) - O presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), encontra-se na próxima semana com o ex-prefeito do Rio Cesar Maia para discutir a crise aberta no diretório municipal do partido pelo ex-candidato a governador fluminense, que formalizou uma dissidência e fechou uma aliança com o PSDB para as eleições de 2000.
Segundo Bornhausen, não há possibilidade de punição disciplinar para o ex-prefeito, que tem repetido não aceitar a composição da executiva municipal imposta pela cúpula nacional pefelista e insiste que não apoiará a reeleição do prefeito Luiz Paulo Conde (PFL). A solução, segundo o senador, será negociada com cautela.
"Não temos nada contra a aproximação com o PSDB", disse Bornhausen. Em 1998, a direção nacional do PFL defendia uma aliança com o PSDB, tese repudiada por Maia, que criticava o então governador Marcello Alencar - a quem, agora, se alia. Hoje
o presidente do PFL municipal, deputado Rubem Medina, conversou sobre a crise no Rio com Bornhausen, com o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (BA), e com o líder do partido na Câmara dos Deputados, Inocêncio de Oliveira (PE). Todos concordam em prosseguir as conversas com Maia e tentar uma solução negociada, "como tudo no PFL", disse Medina.
Maia reafirmou hoje que poderá ir para o PSDB, se frutificar o trabalho de aproximação política do grupo dele, o Reconstrução-PFL (R-PFL), com o PSDB. Uma decisão tomada é a de que o candidato a prefeito do Rio que Maia apoiará vai sair dessa aliança, que excluirá o grupo de Conde. A exclusão do prefeito não é aceita pela cúpula nacional pefelista, que tenta evitar o racha. O ex-prefeito disse que a composição da executiva municipal - e alguns membros deveriam ser neutros-, foi um golpe pró-Conde, pois a neutralidade desses pefelistas seria falsa. Por isso, Maia não quer a reconhecer.
"Encontramos um documento que comprova que, se o nosso grupo e o do Conde batessem chapa na convenção, Medina seria da chapa do prefeito", disse ele, reafirmando esperar que uma nova executiva seja formada.
Medina considerou a acusação "um factóide do Cesar para justificar sua aproximação do PSDB" e afirmou que, no momento, a prioridade, acertada com a cúpula nacional do partido, é evitar saídas e disputas prejudiciais ao PFL.


