Borges diz que não ocorrerá migração de operários
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terça-feira, 21 de março de 2000
Por Biaggio Talento 
Salvador, 22 (AE) - O governador da Bahia, César Borges (PFL), afirmou hoje que, se o governo federal regionalizar o salário mínimo, não haverá migração de mão-de-obra porque a diferença dos valores entre os Estados não deve ser muito alta.
Borges achou "interessante" a proposta de fixação de um salário mínimo regional de 180 reais para Estados em condições de pagar acima do piso de 150 reais, que deve valer para a Previdência. "Já decidimos pagar ao funcionalismo salário-base de 180 reais a partir do dia 1 de maio, mas, com relação à iniciativa privada, o governo estadual não tem qualquer tipo de controle, embora eu ache correta a tese de se tentar estabelecer um piso maior para os empregados, a partir da economia de cada região", afirmou.
Com relação aos servidores baianos, o governador explicou que, atualmente, o menor salário pago é de 204 reais, valor obtido com a soma de gratificações e vantagens ao mínimo. "Ao estabelecermos, agora, um piso de 180 reais, algumas gratificações serão incorporadas e isso vai pode ser utilizado nos cálculos de aposentadoria e anuência", informou, explicando que, nominalmente, não significa que haverá aumento no vencimento mínimo de 204 reais. "Pode até haver, estamos estudando isso, mas, por enquanto, a idéia é manter estes 204 reais", disse.


