O diretor-geral da Polícia Federal, Agílio Monteiro Filho, confirmou ontem que o assaltante Marcelo Borelli será ouvido sobre seu suposto envolvimento na gravidez da cantora mexicana Gloria Trevi.
Borelli, que foi transferido de Brasília para um presídio em Mato Grosso, foi trazido de volta à capital para responder a inquérito que investiga sua participação no roubo de um avião da VASP no Aeroporto de Brasília.
Monteiro afirmou que o próprio delegado que conduz o inquérito sobre o assalto vai aproveitar o interrogatório para interrogar Borelli também sobre o caso Trevi. Monteiro informou, ainda, que pediu ao procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, que designe um procurador para acompanhar o inquérito. O diretor da PF não descartou o envolvimento de agentes federais no episódio Trevi. Segundo ele, esse é um assunto ''muito grave'' que precisa ser esclarecido.
A cantora Gloria Trevi perdeu mais um recurso na Justiça. O ministro Maurício Corrêa, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou ontem pedido de liminar da cantora para que ficasse em prisão domiciliar. Presa na Penitenciária da Papuda, a artista está grávida de 7 meses e seus advogados afirmam que a gestação é consequência de um ''estupro carcerário''. Além de Gloria, seu ex-empresário Sergio Andrade e sua ex-secretária Maria Raquenel estão presos e queriam o mesmo benefício. A defesa alegava que, devido ao estágio avançado da gravidez, Gloria deveria ser transferida para a casa de sua secretária particular, Silvia Beeg, na cidade-satélite de Sobradinho. Em seu despacho, Maurício Corrêa argumentou que a Lei de Execução Penal garante ao preso o direito à assistência médica necessária.

mockup