Borelli diz ser autor de inseminação
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sexta-feira, 02 de novembro de 2001
Agência Estado<br>De Brasília 
O assaltante Marcelo Borelli, que é do Paraná e está preso na superintendência da Polícia Federal em Brasília, confirmou à Polícia Federal, em depoimento prestado no início da semana em Campo Grande, que foi um dos autores da inseminação artificial feita na cantora mexicana Glória Trevi. Segundo fontes da PF, Borelli afirmou que foram usados sêmen dele próprio e do empresário da artista, Sérgio Andrade, injetado em um tubo de caneta esferográfica. Borelli disse na PF que tem experiência em inseminação artificial, sem declarar onde aprendeu e com que finalidade. Para fazer a aplicação em Glória Trevi, ele misturou o sêmen com leite. ''Segundo ele, isso iria prolongar o efeito'', afirmou um delegado que assistiu ao depoimento. ''O Borelli afirmou que o filho da cantora não é de nenhum preso ou agente da PF, já que o material utilizado era dele e de Sérgio Andrade'', informou o delegado.
O médico especialista em reprodução humana assistida, Carlos João Ferreira de Araújo, afirmou que o leite não tem qualquer efeito prático na inseminação. ''Não tem nada a ver. Desconheço esta técnica'', afirma o especialista. Mas, segundo ele, o sêmen pode durar até 24 horas antes da aplicação na mulher. ''Dependendo da quantidade, isso é possível'', afirma Araújo, acrescentando que o tubo de caneta pode ter sido realmente usado na inseminação rústica feita na cela da PF, em Brasília.
Pela avaliação da PF, Glória Trevi teria feito inseminação para tentar evitar a extradição do Brasil, pedida pelo México. Com a gravidez, ela poderá retardar a decisão do Conselho Nacional de Refugiados (Conare), que está analisando seu pedido para ser considerada como refugiada. A cantora alega que está correndo risco de vida em seu país.
Mesmo que o Conare decida negar o status de refugiada - uma hipótese provável - Glória Trevi, que está no sexto mês de gravidez, só irá se ausentar do Brasil em meados do próximo ano.


