Borboletário é paraíso natural
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sexta-feira, 09 de maio de 1997
Da Redação 
O borboletário do Parque das Aves, inaugurado em 1º de maio, parece um pequeno paraíso, cheio de plantas, flores e dezenas de borboletas. O viveiro nasceu do sonho de um funcionário do Parque das Aves, o inglês John Leggatt, que mora no Brasil há dois anos. O projeto precisou de seis meses para sair do papel.
Num espaço de 240 metros quadrados, com 12 metros de altura, o borboletário foi construído nos moldes dos viveiros de pássaros do parque. Os visitantes podem entrar no recinto e observar as borboletas de perto. Esse é o único borboletário do Paraná e o segundo do Brasil.
John Leggatt pode não ter nenhuma formação acadêmica em biologia, mas trabalha com a criação de borboletas e mariposas desde criança. Primeiramente na Inglaterra e depois na África, onde morou por 22 anos.
De início, fazem parte do borboletário de Foz do Iguaçu 150 borboletas de 30 diferentes espécies, a maioria da região. Algumas vieram de um criadouro que fica em Joinville (SC).
Segundo Leggatt, só no Oeste do Paraná já foram identificadas 500 espécies de borboletas e outras 5 mil de mariposas. Uma das diferenças entre elas é que as borboletas, ao contrário das mariposas, têm hábitos diurnos.
De acordo com Leggatt, nos meses de outubro e novembro, quando o clima começa a esquentar, o número inicial de 150 borboletas deverá dobrar, porque elas preferem o clima mais ameno.
Educação e orientaçãoQuem entrar no viveiro também poderá ver de perto todos os ciclos da vida de uma borboleta. Começando pela fase dos ovos que, dependendo da espécie, pode durar uma semana. Depois vem a fase da larva, que pode chegar a 30 dias, e finalmente a pupa, o último estágio antes do inseto se transformar em borboleta. A forma de pupa pode durar até duas semanas.
O tempo de vida de uma borboleta também é variável. A P. Thohs brasilensis, uma espécie de grandes asas pretas com detalhes amarelos, pode viver quatro semanas. A H. Erato Pwyllis, pequena e com desenhos alaranjados e amarelos nas asas, vive entre três e quatro meses.
A maioria das plantas do viveiro serve como alimento. As borboletas se alimentam do néctar das flores. As preferidas são o cambará-de-jardim e a flor do Egito. Muitas, ainda na fase de larva, gostam de se alimentar das folhas do maracujá e da urtiga.
Passando pelo viveiro, as pessoas poderão conhecer mais sobre o inseto, e até ver de perto um dos predadores da borboleta, a aranha caranguejeira.
PolinizadorDe asas coloridas, grandes ou pequenas, a figura da borboleta sempre esteve relacionada a imagens de sonho e poesia. Mas esse inseto não tem apenas uma função ornamental na natureza. Indo de flor em flor, ele garante a polinização das plantas, que é o transporte do grão de polén.
Em todo o mundo, já foram identificadas 17 mil espécies de borboletas e outras 150 mil de mariposas. Segundo Leggatt, apenas espécies brasileiras farão parte do borboletário do Parque das Aves. O Brasil é muito rico nesse aspecto. Aqui temos lindas borboletas, não precisamos buscar fora, justifica.


