São Paulo, 27(AE) - Do total de US$ 1,09 bilhão de vencimentos de títulos lançados no mercado externo, cinco resgates compõem a agenda da Anbid sem opção de compra e venda. São eles: US$ 350 milhões da CERJ (empréstimo bancário que vence no dia 5); US$ 250 milhões do HSBC Bamerindus (bônus que vence também no dia 5); US$ 20 milhões do Sudameris (fixed rate notes no dia 19); US$ 100 milhões do Fibra (bônus com vencimento no dia 20); e US$ 50 milhões do Dresdner (bônus com vencimento no dia 28). Os títulos com opção de compra e venda em outubro, de acordo com a Anbid, são os seguintes: US$ 100 milhões da Cia. Hering; US$ 120 milhões do ING Bank; e US$ 100 milhões da Ceval.
O analista Roberto Padovani, da Tendências OnLine - serviço especial distribuído pela AE- também faz um oportuno alerta. Padovani explica que o destaque na conta de capitais do balanço de pagamentos deste ano é o aumento das amortizações. O valor deve ficar próximo a US$ 45 bilhões, patamar só observado em 1994 com a renegociação da dívida externa pública.
Este montante de US$ 45 bilhões de amortizações deste ano - o maior desde 1994 - está associado à volta do Brasil aos mercados internacionais, estimulado pelo diferencial de juros domésticos e externos e pela relativa estabilidade da política cambial até 1998, que reduzia os riscos em se manter passivos cambiais. Roberto Padovani, da Tendências OnLine, ressalta que o último ano, contudo, foi marcado por três fatores adicionais: 1) a queda de confiança nos investidores gerada pelas crises na ásia, na Rússia, e as incertezas em relação aos mercados emergentes, notadamente América Latina, que sugerem a possibilidade de a pressão sobre as amortizações persistir em 2000; 2) o aumento das importações financiadas em relação ao total, devido as restrições adotadas em 1997, embora neste ano o governo já tenha afrouxado os controles; 3) a redução dos juros e o aumento da volatilidade do câmbio que, em conjunto com as incertezas em relação ao País, desestimularam a renovação dos empréstimos externos pressionando as amortizações líquidas. Mas Padovani acredita que para 2000 as perspectivas são mais positivas.

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