Desde 2005, o Corinthians investe na técnica para seu time de base com resultados significativos. A fisioterapia com bola é uma das metodologias usadas dentro um programa maior de treinamento funcional.
O preparador físico Sandro Sargentim, da categoria Sub-20 do Corinthians, conta que, quando foi iniciado o programa, o que se buscava era investir em uma forma de prevenir lesões, ao invés de reabilitar o atleta lesionado.
A idéia, segundo ele, era fortalecer o chamado ''core'', o centro de gravidade do atleta, que engloba abdome, regiões lombar e paravertebral, músculos específicos da perna (adutor e abdutor) e glúteos. ''Acreditamos, e os números mostram, que fortalecer essa região possibilita ações com maior segurança e menor chance de lesão'', afirma.
No time de base do Corinthians, formado pelas categorias Sub-11 ao Sub-20, os resultados foram animadores. Segundo Sargentim, o número de lesões musculares que em 2004 ultrapassava 120, baixou para pouco menos de 100 em 2005. No ano seguinte, 2006, o número caiu para 20, e em 2007 foram apenas nove lesões musculares.
As lesões do ligamento cruzado anterior do joelho, que tem como único tratamento a cirurgia e deixa o atleta parado por seis meses, também diminuíram. Em 2004 foram 15, número que baixou para 11, cinco e dois, nos anos seguintes. ''Foi uma diferença bem significativa'', destaca o preparador físico, lembrando que o volume de treinamentos técnicos e táticos continuaram iguais.(C.P.)

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