Bonde Urbano Digital trazido pelo Paraná desperta interesse
Comitiva formada por representantes brasileiros e de outros países conheceu a nova tecnologia
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quinta-feira, 18 de setembro de 2025
Comitiva formada por representantes brasileiros e de outros países conheceu a nova tecnologia

Uma comitiva formada por representantes brasileiros e de outros quatro países conheceu nesta quinta-feira (18), em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), o Bonde Urbano Digital (BUD), inovação tecnológica no transporte público que será testada nos próximos meses. Eles participaram do 2º Congresso Ibero-americano de Áreas Metropolitanas, realizado na capital paranaense e que discutiu integração, inovação e governança metropolitana.
O veículo, guiado no asfalto através de indução magnética, é o primeiro do tipo a ser testado por um estado na América do Sul, o que tem atraído a atenção tanto de cidades e estados brasileiros, como também de outros países. Ao menos 50 governos de diferentes esferas entraram em contato com a Amep (Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná), órgão estadual responsável pelo projeto, buscando saber mais detalhes sobre a implementação do BUD no transporte público da RMC.
“É uma alegria poder receber várias cidades do Brasil e também da América do Sul, como Argentina, Colômbia e Costa Rica. A ideia é mostrar a nova tecnologia desse projeto do governo do Estado e reforçar o convite para que todos venham quando colocarmos em operação, uma vez que é algo inovador no transporte coletivo”, destacou o diretor-presidente da Amep, Gilson Santos.
Entre os locais que demonstraram interesse na tecnologia estão Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Cuiabá (MT), além de cidades argentinas como Buenos Aires e Córdoba. Também conheceram o BUD representantes da Costa Rica, Colômbia e Chile.
Integrante da comitiva, o diretor de Assuntos Técnicos e Jurídicos do Ente Metropolitano de Córdoba, Álvaro Zamora Consigli, destacou o caráter inovador do modelo que será testado pelo Paraná nos próximos meses. “Viemos para trocar experiências, conhecer o que é feito aqui e conhecer esse novo modelo de transporte sustentável. Estamos encantados com a liderança que o Paraná está exercendo, mostrando um caminho para outras áreas metropolitanas da América Latina de como construir uma mobilidade mais sustentável”, afirmou.
“Ele é modular, então pode ser ampliado ou reduzido. Em Córdoba, por exemplo, temos ruas pequenas, então veículos muito grandes não funcionam. Também chama a atenção a facilidade de instalação e implementação, que é talvez um dos maiores benefícios em comparação com um trem tradicional, que é muito mais custoso, exige grande infraestrutura e muitas vias. Esse tipo de veículo supera esses desafios”, complementou Consigli.
Entre os benefícios do sistema DRT está o menor custo de implantação, que chega a ser três vezes menor do que os sistemas VLT; condução automática em vias segregadas (como as canaletas de Curitiba); tempo de implementação curto, chegando a um ano para vias de até 15 quilômetros com cerca de 15 veículos; e potencial para aumento de composição com até quatro carros de 10 metros, ampliando a capacidade para 360 passageiros.
O BUD está em processo de montagem no Parc Autódromo, em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. Equipes da empresa chinesa CRRC Nanjing Puzhen, responsável pelo veículo, trabalham nos detalhes finais para que ele possa ser testado ali mesmo antes de entrar em operação.
“Nos próximos 20 dias, deve ser finalizada a montagem, com os últimos detalhes do veículo e instalação da comunicação visual e digital. A partir desses 20 dias começam os testes iniciais e, em novembro, devemos colocar o BUD em operação definitiva”, explicou o diretor-presidente da Amep.
O BUD é uma combinação entre o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e o BRT (Bus Rapid Transit), criado para o transporte coletivo de Curitiba nos anos 1970. Por meio da tecnologia Digital Rail Transit (DRT), o BUD é um sistema de transporte público elétrico com pneus que seguem por um “trilho virtual”, feito por meio de marcadores magnéticos e sensores no asfalto, sem a necessidade de trilhos físicos.
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Para a fase de testes, intervenções no pavimento serão realizadas para instalação dos sensores magnéticos de alta precisão que determinam o caminho a ser seguido. Essa etapa está prevista para iniciar após a conclusão da montagem do BUD. A rota percorrida sairá do Terminal de Pinhais, passando pela Avenida Ayrton Senna da Silva e a Rodovia Dep. João Leopoldo Jacomel até chegar ao Terminal São Roque, em Piraquara, de maneira direta, em uma extensão de cerca de 10 quilômetros. O veículo terá capacidade para até 280 passageiros.
Os terminais de ônibus também serão adaptados com sinalização e, no caso de Piraquara, será construída uma garagem de manutenção anexa ao terminal. O investimento do Estado nesta etapa é de cerca de R$ 6 milhões, com um contrato de 15 meses, passível de prorrogação.


Da Redação
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