São Paulo- Dois dias após a família reclamar de falta de atenção das equipes de resgate e de atenção apenas à van soterrada, o corpo do motorista Francisco Sabino Torres, de 47 anos, foi retirado ontem da cratera aberta nas obras da estação Pinheiros (zona oeste de São Paulo) do metrô.
Desde sexta, dia do acidente, outros dois corpos já haviam sido resgatados - quatro pessoas permaneciam desaparecidas até o fechamento desta edição.
Torres operava um caminhão na obra. Minutos antes do desabamento, colegas relatam que ele ouviu um estalo e chegou a deixar a área, mas voltou para pegar um documento que havia ficado dentro do veículo.
Na segunda-feira, Kelly, a filha dele, reclamou que as equipes de resgate não tentavam encontrá-lo e davam atenção apenas ao microônibus onde podem estar mais três vítimas.
O coletivo e o corpo de Torres estavam em locais diferentes. Enquanto o primeiro foi soterrado quando passava pela rua Capri, que margeia a obra, o motorista trabalhava na escavação do fosso onde será a estação, rente à marginal Pinheiros, na outra extremidade.

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