Reprodução/Rede Paranaense de TVTemporalBombeiros e policiais militares que chegaram aos locais atingidos contaram que a causa da tragédia foi uma chuva bastante forte na madrugada de quinta-feira Com o resgate dos corpos, no final da tarde de ontem, a Defesa Civil confirmou a morte de cinco pessoas, vítimas do temporal que arrasou algumas localidades da zona rural do município de Prudentópolis (Centro-Sul do Estado), na madrugada de quinta-feira. Os mortos, um casal e três crianças, são todos de uma mesma família.
As vítimas são o agricultor João Vicente da Silva, sua esposa Carmen de Fátima Fernandez, Luciano da Silva, 3, e as gêmeas Ana Célia Silva e Márcia Silva, de 5 anos.
O local onde ocorreu a tragédia é de difícil acesso, o que prejudicou o resgate. Os corpos só foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) quase 40 horas depois do acidente. Devido ao tempo de espera e ao grau de umidade do local onde eles estavam sendo guardados, sem acondicionamento apropriado, os corpos já estavam em estado avançado de decomposição.
A operação de resgate começou ontem por volta das 12 horas. O mau tempo impediu que o helicóptero da Defesa Civil decolasse da base, improvisada em um campo de futebol na cidade de Prudentópolis. Na sequência ainda houve falha na comunicação entre a equipe da aeronave e o pessoal de apoio que trabalhava em terra. A falta de uma pessoa no comando da operação também contribuiu para a demora no resgate.
O helicóptero transportou os corpos por uma distância de aproximadamente 20 quilômetros, de uma localidade conhecida por Macacos para outra de nome Herval, a 60 quilômetros de distância de Prudentópolis. A operação foi acompanhada por um grande número de amigos e vizinhos, que durante os últimos dois dias trabalharam no resgate das vítimas do temporal.
Os bombeiros e policiais militares que conseguiram chegar aos locais mais atingidos, contaram que a causa da tragédia foi uma chuva bastante forte, que caiu na região por mais de três horas durante a madrugada de quinta-feira. A enxurrada, que descia das serras que cercam toda a região atingida, fez com que os diversos rios que cortam o local transbordassem.
De acordo Valdir Fischer, da Secretaria de Obras de Prudentópolis, os rios maiores chegaram a subir até nove metros, formando uma correnteza forte o bastante para carregar casas, derrubar árvores, destruir pontes e devastar lavouras inteiras. A família que morreu teve sua casa, que ficava na encosta de uma serra e às margens de um riacho, arrastada pela correnteza.

mockup