Manaus, 22 (AE) - As equipes de resgate do Corpo de Bombeiros e da Capitania dos Portos continuam no Rio Amazonas à procura dos agricultores Assunção Moraes, de 21 anos, e José Vitorino, de 39. Eles estão desaparecidos desde ontem (21) à noite, por volta das 22h30, quando a embarcação em que viajavam, a Yamarmonteiro, colidiu com um dos pilares da ponte de Altaz Mirim, a 25 quilômetros de Manaus. Estavam no barco 21 pessoas; 19 foram resgatadas.
Segundo as investigações, ao passar embaixo da ponte desativada, a embarcação - de pequeno porte - foi arrastada pela correnteza e se chocou contra um dos pilares. O choque destruiu completamente o barco que naufragou. A Capitania dos Portos ainda não identificou o comandante da embarcação, que pertence ao empresário Mário José Monteiro. O empresário não estava no local do acidente. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a embarcação tinha saído do município de Careiro da Várzea pela manhã com destino a Manaus. Acidentes - Em fevereiro, a Capitania dos Portos registrou um dos maiores acidentes nos rios do Amazonas. O barco Ana Maria VIII naufragou no dia 10 daquele mês com 202 pessoas a bordo. Cento e trinta e uma pessoas sobreviveram, 18 corpos foram resgatados e 53 pessoas foram dadas como desaparecidas. O acidente aconteceu no Rio Madeira, um dos mais perigosos da região.
Este ano, em razão da quinta maior enchente do século, a Capitania redobrou a fiscalização nos barcos que vão para o município de Parintins, onde começa na próxima semana a festa dos bois-bumbás Garantido e Caprichoso. Segundo o comandante Barros ávila, haverá postos de fiscalização no encontro das águas, a 18 quilômetros de Manaus, e no município de Itacoatiara. Cerca de 650 embarcações devem se dirigir a Parintins a partir de quinta-feira.
"Vamos fiscalizar as embarcações com lanchas e fazer abordagens dentro dos barcos. O comandante que superlotar seu barco poderá ser multado e a embarcação terá que voltar imediatamente ao Porto de Manaus", disse ávila.

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