Logo após o incêndio da boate Kiss uma avalanche de vistorias em locais de grande concentração de público foi realizada em todo o País. No Paraná, quatro dias após a tragédia, o governo estadual determinou um levantamento dos estabelecimentos que estariam funcionando em situação irregular. Outra medida na época foi a obrigatoriedade dos espaços informarem em até 30 dias, em placas nas fachadas, a lotação máxima permitida no local.
Segundo o Corpo de Bombeiros, até outubro, 364 locais foram reprovados e tiveram sua notificação encaminhada à prefeituras e ao Ministério Público do Paraná (MPPR). No total, foram vistoriados 2.236 estabelecimentos, sendo a maioria nas grandes cidades.
De acordo com o major Vladimir Donati, chefe do Setor de Vistorias do Corpo de Bombeiros do Paraná, os estabelecimentos podem ser reprovados por diversos problemas, desde pequenos ajustes, como recarregar extintores de incêndio, até alterações no projeto original do local sem nova vistoria. "A legislação sobre vistorias no Paraná é uma das mais rigorosas do Brasil, tendo como objetivo principal a preservação da integridade física dos usuários e das edificações. Inclusive ainda serve de referência para outros Estados", destaca.
Segundo o soldado Jesus Patryck Dornelas, do Corpo de Bombeiros, sinalização de emergência, existência de extintores, iluminação de emergência e saídas de emergência são alguns dos itens essenciais para que um projeto seja aprovado durante uma vistoria. "A partir das especificações contidas no projeto do estabelecimento, constatamos todos os itens para ver se tudo está de acordo com as normas do código de segurança", explica. (R.C.J.)

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