O calor está intenso e as chuvas chegaram. Desde o início do verão, bombeiros militares e civis do Paraná trabalham com mais preocupação do que o normal. Salvamentos no mar, em rios, riachos e lagos são registrados às dezenas. Mortes também. Quando computados todos os ''incidentes com pessoa em meio líquido'', desde o início da Operação Verão no Estado - 11 de dezembro -, os bombeiros atenderam a 702 ocorrências. Dezoito pessoas morreram.
Para agravar, as previsões dos institutos de meteorologia indicam que as chuvas de verão devem ser intensas nos próximos dias. Fato que pode causar alagamentos e enxurradas. Sábado, em Apucarana (Norte), uma criança morreu arrastada pelas águas (leia mais nesta página).
De acordo com o relações públicas do Corpo de Bombeiros, capitão Leonardo Mendes dos Santos, a situação é preocupante. No Paraná, é grande o número de cursos d'água, represas, cavas, que não são balneários e, portanto, não contam com a presença de guarda-vidas. ''O ideal é que as pessoas não utilizem esses lugares para nadar. Quando recebemos uma chamada relatando afogamento nesses locais, geralmente só dá tempo de chegarmos para resgatar o corpo'', lamenta.
O capitão enumera que aproximadamente 800 bombeiros trabalham no Paraná na ''Operação Verão'', 600 deles no litoral. ''Onde estamos presentes, conseguimos, na maioria das vezes, prestar o socorro evitando o pior, mas não podemos estar em todos os lugares o tempo todo. Pedimos que os veranistas procurem sempre um lugar com guarda-vidas para entrar na água'', apela.
Sobre as enxurradas e alagamentos que devem ser mais frequentes com as chuvas dos próximos dias, o bombeiro ressalta que trata-se de outra situação de alerta. ''As chuvas preocupam, pois as pessoas vão cruzar rios, pequenas pontes e se expõem às correntezas. O correto, nessas situações, é buscar áreas mais altas e esperar a água abaixar. As enxurradas escondem buracos que sugam uma pessoa, como canais e bocas de lobo'', finaliza.

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