Bombeiros controlam incêndio na Serra dos àrgãos
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quarta-feira, 01 de setembro de 1999
Por Clarissa Thomé 
Rio, 02 (AE) - O incêndio no Parque Nacional da Serra dos àrgãos foi controlado no fim da tarde de hoje pelos 120 bombeiros e funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), que trabalhavam na reserva havia cinco dias . Dos três focos que ameaçavam a mata atlântica, apenas um persiste, a 1.200 metros de altitude, na região do Bonfim, e está sendo monitorado. Em Itatiaia, onde um monomotor caiu na tarde de ontem (01)com uma equipe de televisão e o diretor do parque, a queimada atingiu apenas 5 dos 28 mil hectares da reserva.
O diretor do Parque Nacional da Serra dos àrgãos, Jovelino Muniz de Andrade Filho, sobrevoou a reserva e constatou que 70 hectares foram atingidos pelo fogo - a área da reserva é de 11, 4 mil hectares, nos municípios de Teresópolis, Petrópolis
Magé e Guapimirim. As espécies destruídas pelo incêndio pertenciam às chamadas plantas endêmicas, que só podem ser encontradas na Serra dos àrgãos.
A operação com 120 homens do Corpo de Bombeiros foi desmontada. No início da noite um helicóptero da Marinha retirou funcionários que ainda trabalhavam na reserva. A equipe do Núcleo de Prevenção ao Fogo do Ibama e os bombeiros de Petrópolis estão de sobreaviso.
Acidente - O diretor do Parque Nacional de Itatiaia, Carlos Eduardo Zikan, foi operado na tarde de hoje no Hospital de Emergência de Resende. A cirurgia foi de intestino. Foi o ferido com maior gravidade na queda do monomotor PT-CHX, que levava uma equipe da TV Rio Sul para filmar as queimadas. O piloto Carlos Fernando Treilich perdeu o controle do avião, provalvelmente por causa dos ventos fortes que atingem a região e caiu na região de Maromba, distante do foco de incêndio. Ele e o cinegrafista Nilton de Oliveira Filho tiveram apenas escoriações. A repórter Cristina Maia sofreu fissura na bacia e está internada no hospital Sarme, em Resende.
A queimada no Parque de Itatiaia começou na terça-feira, no alto do morro, na região conhecida como Serra Negra. O incêndio atingiu a vegetação rasteira e desce em direção ao vale
onde a mata é mais alta. "O fogo está descendo devagar, o que está favorecendo a atuação dos bombeiros", afirmou o chefe substituto Carlos Fernando Pires. A baixa umidade do ar fez aumentar o número de pedidos de socorro ao Centro de Operações do Corpo de Bombeiros. Hoje foram recebidas 50 chamadas para incêndio em mata - dez vezes mais do que costuma ocorrer em outras épocas do ano.


