Belo Horizonte, 31 (AE) - O incêndio no Parque Estadual do Rola Moça, uma das principais reservas ecológicas da região metropolitana de Belo Horizonte, estava sob controle no final da tarde de hoje, segundo o Comando de Operações do Corpo de Bombeiros (Cobom). Apesar disso, a corporação informou que ainda existiam pequenos focos na área, de 4 mil hectares, na qual se encontram os seis mananciais de água que abastecem a capital.
"Nossa preocupação, agora, é com o trabalho de rescaldo para que o fogo não volte a se espalhar", disse o diretor de monitoramento do Instituto Estadual de Florestas, órgão que administra o Rola Moça e outras 29 reservas em Minas, Gumercino Lima. Iniciado na sexta-feira, provoavelmente de forma criminosa
o fogo destruiu 2.400 hectares de vegetação de campo rupestre do parque, ou 60% do total.
Na tarde de hoje, os cerca de 150 bombeiros que trabalhavam no combate às chamas, auxiliados por um helicóptero com bolsa de água, já haviam isolado, com aceiros - trechos da vegetação desbastada de propósito para evitar a expansão do incêndio -, os locais considerados mais críticos. O objetivo era evitar o surgimento de novos focos que pudessem ameaçar os reservatórios da Companhia de Abastecimento. De acordo com o diretor do IEF, a vegetação destruída levará "de 10 a 15 anos para ser recuperada". Ibitipoca - Também o Parque Estadual do Ibitipoca, na Zona da Mata, era ameaçado, hoje, por um incêndio iniciado nas imediações. Segundo o Cobom, 20 bombeiros de Juiz de Fora (MG) trabalhavam no local, tentando evitar que o fogo chegasse à reserva. A direção do Ibama informou que outro incêndio, de pequenas porporções, atingiu o Parque Nacional da Serra do Cipó, a cerca de 100 quilômetros de Belo Horizonte. O fogo foi controlado no início da tarde e consumiu 50 hectares de vegetação.
Este ano, 5,9 mil dos 33,8 mil hectares da reserva foram destruídos pelo fogo. O diretor do parque, Albino Gomes, informou que mantém uma equipe de técnicos em constante vigília na região. "Incêndios provocados por fazendeiros das vizinhanças podem atingir a reserva", disse. A estiagem na Serra do Cipó, conforme Gomes, já dura quatro meses, o que contribui para a ocorrência de grandes queimadas.

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