O tenente do Corpo de Bombeiros, Eduardo Gomes Pinheiro, informou ontem que foi constatado vazamento, também, de óleo diesel. O navio carregava cerca de 120 toneladas do produto. Os mergulhadores holandeses, que avaliam as condições do navio para iniciar o trabalho de retirada dos líquidos, verificaram rachaduras em um dos tanques de diesel.
Outro tanque de óleo diesel e quatro de óleo bunker, que estão submersos, ainda estariam intactos. Segundo Pinheiro, está sendo estudada a sucção desse material com o uso de bombas a exemplo do que já vem sendo feito com o óleo que está vazando da embarcação.
Ontem, técnicos em meio ambiente começaram a testar o uso da turfa produto orgânico que atua como absorvente para ajudar na remoção do óleo na Baía de Paranaguá. A Secretaria de Estado do Meio Ambiente estuda a possibilidade de baixar uma outra resolução, proibindo a captura de siris e caranguejos, já que o óleo afetou manguezais e contaminou vários crustáceos. A atividade, que está proibida até o final deste mês por causa do período de defeso, deveria ser liberada no início de dezembro.
Ontem à tarde foi localizado o corpo do terceiro tripulante do VicuÀa que estava desaparecido. Segundo o tenente Pinheiro, o corpo, mutilado e em adiantado estado de decomposição, boiou entre a popa e as bóias de contenção que foram instaladas ao redor do navio.
O surgimento do corpo coincidiu com a visita do cônsul adjunto argentino e da mulher do marinheiro argentino Alfredo Omar Vidal, que desapareceu na explosão do navio. O cadáver foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) e outros tripulantes do navio tentariam fazer o reconhecimento. Quatro tripulantes morreram na explosão. O corpo de Ronald Francisco Pena Rios continua desaparecido.(A.L.)

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