Bombeiro denuncia banco por preconceito racial
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quinta-feira, 30 de outubro de 2003
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
O soldado do Corpo de Bombeiros, Moisés Alves Marcelino, afirma ter sido vítima de preconceito racial na agência Guaporé do Banco Itaú, na região central de Londrina. Segundo ele, o vigia teria impedido sua entrada e o feito passar por constrangimento.
O caso ocorreu anteontem, às 15h40, pouco antes do fechamento da agência. Segundo Marcelino, a porta giratória travou porque ele carregava um aparelho de telefone na bolsa. Apesar de ter mostrado o objeto ao segurança, a liberação ocorreu somente após Marcelino mostrar o cartão do banco e a identidade militar. ''O vigia perguntou se eu estava armado e disse que, para facilitar, eu deveria mostrar o documento sempre que vier à agência'', afirmou. Ele salientou ainda que o vigia esteve o tempo todo com a mão no revólver.
Indignado, Marcelino fez uma reclamação à gerência do banco, que pediu desculpas sobre o ocorrido. Ele registrou boletim de ocorrência na 10 Subdivisão Policial e procurou o Procon. De acordo com o soldado, o órgão de defesa do consumidor passou orientação para procurar um advogado, já que seria um ''ato criminal, não administrativo''.
Marcelino é bombeiro desde 1986. Apesar de trabalhar atualmente em Santo Antonio da Platina, mora com a família no Residencial do Café, na zona norte de Londrina, e é cliente do Itaú há 16 anos.
O banco Itaú informou , através da assessoria de imprensa, que ''não houve qualquer tipo de discriminação com clientes na agência de Guaporé.'' De acordo com nota divulgada, os procedimentos foram de rotina.
''As equipes são treinadas para tratar as diversas situações da forma mais amigável possível, justamente para dar maior tranquilidade às pessoas abordadas. A porta giratória funciona de forma automática, detectando objetos metálicos, tornando-se também necessário abordar o cliente para as verificações de praxe. Trata-se de um procedimento imprescindível para assegurar a tranquilidade de todos, pois o objetivo é evitar a entrada de objetos que possam ameaçar a segurança de clientes e funcionários nas agências'', completa a nota.


