Bombeamento já retirou 24 mil litros de óleo e água de navio avariado no RS
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de abril de 2000
Por Ayrton Centeno 
Porto Alegre, 13 (AE) - Vinte e quatro mil litros de óleo diesel, misturado com água, já haviam sido retirados, até o final da tarde de hoje do navio Mariangela Matarazzo. Com uma rachadura na lateral, a embarcação ameaça vazar o combustível no Rio Guaiba, em Porto Alegre. O navio está abandonado, há pelo menos oito anos, no cais do Estaleiro Só, situado na zona sul da capital gaúcha. O óleo bombeado estava na casa de máquinas mas ainda existe um tanque onde pode existir cerca de 60 mil litros da mistura de óleo com água. Acreditava-se na possibilidade de esgotar o tanque ainda na quinta-feira.
Como as providências da Navegação Atlântica S.A. (Nasa), proprietária do barco, estavam demoradas, o governo do Estado tomou a iniciativa de contratar uma equipe de bombeamento para acelerar a retirada. "A situação não poderia continuar assim,. Então, contratamos o serviço e vamos apresentar a conta à empresa", argumentou o secretário de Meio-Ambiente do Estado, Cláudio Langoni. Um produto absorvente de óleo, com a consistência de serragem, também será jogado no interior do navio. "Montamos uma verdadeira operação de guerra, mobilizando dez instituições e preparando um plano emergencial", disse o secretário.
Com uma avaria na parte superior provocada por um erro no processo de desmonte da estrutura - realizado de forma incorreta e sem autorização legal - o barco não foi afetado na parte submersa do casco. Foi o que constatou também hoje, um mergulhador do Corpo de Bombeiros. "Temíamos que houvesse alguma rachadura, mas ele assegurou que o navio está intacto", comentou Langoni. Com sede no Rio, a Nasa, foi multada em R$ 50 mil por dia, até que o risco de vazamento seja superado. Por precaução, o Mariangela Matarazzo, que possui 120 metros de comprimento, está cercado com bóias de contenção de óleo.


