Bombas não evitam inundação de avenidas
São Paulo, 22 (AE) - As bombas que retiram o excesso de água do Dreno do Brooklin e do Córrego água Espraiada e as lançam no Rio Pinheiros não foram suficientes para evitar inundações nas avenidas Roque Petroni e Vicente Rao que passam sobre o Córrego do Cordeiro. As águas invadiram casas e veículos, tornando as duas vias intransitáveis e provocando congestionamentos.
Segundo moradores da região, existem duas hipóteses para o transbordamento do Córrego do Cordeiro. "Ou as quatro bombas da estação de bombeamento não estão funcionando ou se deve ao fato do governo do Estado não ter ampliado e desassoreado a galeria por onde passa o Cordeiro", disse o comerciante Heleno Alves, de 47 anos.
No dia da inauguração, no início da administração Celso Pitta, das quatro bombas apenas uma funcionou. As demais entraram em curto elétrico. O córrego Pirajussara transbordou na região de Campo Limpo, causando problemas aos moradores do Parque Esmeralda e Jardins São Mateus e Nadir. "Estou aqui há 12 anos e nunca vi nada igual", reagiu o administrador regional do Campo Limpo, Antonio Carlos Ganem. "Foram 40 minutos de chuva muito forte, dezenas de descargas elétricas de uma vez só e ventos que derrubaram diversas árvores", completou. O córrego Morro do S, afluente do Pirajussara, transbordou no Jardim Olinda.
As marginais do Tietê e do Pinheiros apresentaram vários pontos de alagamentos, contribuindo para os 110 quilômetros de engarrafamento registrado às 19 horas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
Na Marginal do Tietê, o ponto mais grave ocorreu junto a Ponte Aricanduva, e na Pinheiros, sob as Pontes Ari Torres e João Dias. Houve problemas na região do Butantã, como nas avenidas Vital Brasil e Francisco Morato e na Rua Camargo.





