Bombas matam duas pessoas no Rio
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segunda-feira, 02 de outubro de 2000
Roberta Pennafort Agência Estado Do Rio de Janeiro 
A explosão de duas bombas em pouco mais de 24 horas provocou duas mortes e deixou uma pessoa gravemente ferida no Rio de Janeiro. Em Resende, sul do Estado, dois soldados morreram anteontem pela manhã na explosão de uma bomba dentro de um armário, na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman). Ontem à tarde, no bairro de Botafogo, zona sul do Rio, um faxineiro teve a mão direita dilacerada em explosão no estacionamento do Clube Mourisco, onde ele trabalhava.
A explosão, às 11h40, no alojamento dos soldados do pelotão auxiliar do curso de Artilharia, matou os soldados Bruno César de Oliveira Lopes, de 18 anos, e Leandro Rodrigues Cunha, de 19 anos. Outros dois militares que estavam no alojamento ficaram feridos, mas sem gravidade. Cunha e Lopes chegaram a ser levados para o Hospital de Emergência de Resende, onde morreram.
O material explosivo estava guardado em um armário. Há informações de que a bomba teria sido encontrada na área de tiro da Aman e guardada por algum soldado. Foi instaurado um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar como o explosivo foi parar no local.
A outra explosão ocorreu por volta das 13h30 e deixou o faxineiro Paulo Viegas da Rocha, de 51 anos, gravemente ferido. Ele ia pegar um saco plástico quando limpava uma área perto da sala ocupada pela Torcida Jovem do Botafogo, dentro do Clube Mourisco. A bomba, contou Rocha, explodiu poucos segundos após ele pegar o saco plástico. A sala vinha sendo usada como comitê de campanha de um vereador e foi fechada após as eleições.
O faxineiro corre o risco de perder a mão. Ele foi socorrido por bombeiros do Grupamento Marítimo de Botafogo e levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon (zona sul), onde passou por cirurgia. Segundo a equipe médica que atendeu Rocha, ele pode ter a mão amputada.
Depois da explosão, o prédio - sede aquática do Botafogo Futebol e Regatas - foi parcialmente interditado e o estacionamento, isolado. A direção do clube admitiu que o artefato pode pertencer à torcida, mas não assumiu a responsabilidade no acidente.


