Rio de Janeiro - Duas bombas explodiram na tarde de ontem no Centro Empresarial Mourisco, em Botafogo (zona sul do Rio), um dos mais luxuosos prédios comerciais da cidade, onde funcionam escritórios de empresas como a Previ (fundo de pensão do Banco do Brasil), Telefônica Celular e Editora Abril. Não houve feridos. Até o início da noite a Polícia Civil tinha pistas sobre os autores do atentado.
De acordo com peritos do Esquadrão Antibombas da Polícia Civil, as bombas eram de fabricação caseira, feitas com pólvora e de reduzido poder de destruição. A primeira explodiu por volta das 13 horas em um banheiro masculino no 7º andar, área privativa da Telefônica Celular.
O outro artefato explodiu 40 minutos depois nas escadas que dão acesso ao subsolo do edifício. Apenas o teto do banheiro atingido pela primeira explosão ficou destruído.
Por volta das 14 horas, o prédio foi evacuado pela polícia porque havia suspeita de que outras bombas teriam sido colocadas. As cerca de 3.500 pessoas que trabalham no prédio tiveram que descer por uma escada externa.
Os funcionários só retornaram ao trabalho três horas depois, já que o Esquadrão Antibombas não havia encontrado nenhum outro artefato.
De acordo com a administração do prédio, foi a primeira vez que bombas explodiram no local, apesar de já ter havido duas ameaças, segundo o síndico Telso Caruso.
Na última segunda-feira, um princípio de incêndio também fez com que o prédio fosse evacuado.
Caruso afirmou que vai disponibilizar para a polícia fitas de vídeo gravadas pelo sistema de segurança, na tentativa de auxiliar nas investigações.
O Centro Empresarial Mourisco fica localizado em uma das áreas mais valorizadas do Rio. O edifício possui sete andares. Além da sede de grandes empresas, o prédio abriga também uma academia de ginástica, uma firma de consultoria e dezenas de escritórios.

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