Bombas de baixo poder destrutivo explodem em duas escolas
Bombas de baixo poder destrutivo explodem em duas escolas17/Mar, 17:31 Buenos Aires, 17 (AE-AP) - As frentes de duas escolas, uma delas pertencente à colônia armênia, foram danificadas nesta sexta-feira (17) pela detonação de explosivos de baixo poder de destruição e diversos estabelecimentos públicos e privados receberam ameaças de bomba em Buenos Aires, informou a polícia. Não houve vítimas e nenhum grupo reivindicou a autoria dos atentados e ameaças. Os incidentes ocorreram exatamente oito anos depois de um carro bomba explodir em frente à Embaixada de Israel e deixar 22 mortos e quase 350 feridos. O ministro de Interior, Federico Storani não descartou a existência de um vínculo entre os ataques de hoje e os de 1992, manifestando "condenação, repúdio e preocupação". "Pode-se tomar como um ato de intimidação pelo aniversário do atentado", disse Storani a uma rádio. No entanto, ele esclareceu que ainda não há elementos que confirmem o vínculo. O ministro disse que devido a estes acontecimentos o governo resolveu reforçar a segurança nas escolas públicas e privadas. "Há medidas extraordinárias", garantiu. "Nada de alertas. Apenas o reforço da vigilância dos estabelecimentos escolares em geral, de todas as colônias", explicou. A polícia informou que um dos artefatos explodiu esta madrugada em frente à escola armênia San Gregorio, no bairro de Palermo, e o outro na escola John Kennedy, em Florencia Varela, cerca de 40 quilômetros ao sul. O atentado contra a Embaixada de Israel ainda não foi esclarecido. Em 1994, houve outro ataque contra a comunidade judaica. Na ocasião, um carro bomba explodiu em frente à Asociación Mutual Israelita Argentina (AMIA), provocando a morte de 86 pessoas e 200 feridos. Ainda nesta sexta-feira, o general retirado Juan Bautista Sasiain, foi detido sob acusações de sequestro de crianças nascidas em cativeiro durante a ditadura militar argentina. Com ele, já são mais de 10 os ex-militares processados.





