Kigali, 04 (AE-AP) - Mais de 500 pessoas, a maioria civis, foram mortas nesta quarta-feira (04) na República Democrática do Congo (RDC, ex-Zaire) em um bombardeio de aviões do Sudão, aliado do presidente congolês, Laurent Kabila, contra localidades pesqueiras no norte do país, disse um líder rebelde.
Segundo Jean Pierre Bemba, um milionário que lidera o Movimento de Libertação Congolês (MLC), o ataque contra os povoados de Makanza e Bogbonga, ocupados pelos rebeldes, jogou por terra o acordo de paz que havia firmado três dias antes.
"Kabila bombardeou-nos esta manhã com Antonovs sudaneses. Essas bombas mataram 384 civis e 134 soldados", disse Bemba à Associated Press.
O dirigente rebelde havia firmado no domingo um pacto de paz elaborado na Zâmbia no mês passado por seis governos africanos de países envolvidos na guerra que já dura um ano. Contudo, havia advertido que retomaria a luta se o principal grupo rebelde, a União Congolesa para a Democracia, não firmasse o acordo em uma semana.
"Este ataque prova que Kabila não está interessado em uma solução pacífica, por isso acho que seria melhor deixar de negociar", disse Bemba considerando que o cessar-fogo foi violado.

mockup