'Bombardear com conteúdo não forma mentes brilhantes', diz Cury
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quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Vítor Ogawa Reportagem Local 
Londrina- O médico, psiquiatra, psicoterapeuta e escritor Augusto Cury realizou ontem no Centro de Adoração da Igreja Presbiteriana Central uma palestra sobre o tema "Escola da Inteligência e a Educação da Emoção". Em entrevista à FOLHA, ele destacou que a administração municipal de Londrina está implantando um projeto piloto que ele desenvolveu chamado "Escola da Inteligência". "Trata-se de um projeto que desenvolvi em mais de 15 anos. Abri mão dos direitos autorais para que ele fosse utilizado por escolas públicas e privadas", revelou.
Segundo ele, o programa prevê a inclusão de uma aula por semana na grade curricular para ensinar as crianças a gerenciar as suas emoções, a lidar com perdas e frustrações e a gerenciar a ansiedade e desenvolver o raciocínio global. "O Brasil precisa ter o seu conhecimento acoplado com a inteligência socioemocional", ressaltou.
Sobre a piora do Brasil e do Paraná no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), Cury destacou que o País tem uma "educação conteudística errática". "Quanto pior o papel da educação, mais importante é o papel na educação da psiquiatria e psicologia clínica. Bombardear com conteúdo sem levar em conta o desenvolvimento das habilidades socioemocionais não forma mentes brilhantes, proativas, que se reinventam, que ousam, que libertam o imaginário", enfatizou. Ele apontou que para interpretar textos ou fazer cálculos matemáticos e físicos não se deve bombardear os estudantes com informações. "É claro que temos que cumprir o currículo, mas é fundamental ensinar a pensar, a se colocar no lugar do outro. A pessoa precisa conversar com os fantasmas do medo e da angústia e aprender a gerenciar esses sentimentos", apontou.
Serviço
Mais informações sobre o programa estão disponíveis no site www.escoladainteligencia.com.br.


