Bombamento das águas do Rio Pinheiros para a Billings evitou o pior
São Paulo, 11 (AE) - O bombeamento das águas do Rio Pinheiros para a Represa Billings, iniciado pouco depois das 20 horas de ontem (10), evitou que a enchente de hoje no Rio Tietê fosse ainda maior. "Sem dúvida, as coisas só não são piores porque existe o bombeamento", garantiu Sidney Simonaggio, diretor-técnico da Empresa Metropolitana de águas e Energia (Emae), responsável pelo sistema de controle de cheias na Bacia do Pinheiros.
Segundo ele, a abertura de parte da barragem do Retiro, entre os Rios Tietê e Pinheiros, a partir das 7h30 de hoje, ajudou a escoar as águas da enchente. "Em uma hora, o nível do Tietê baixou 1 metro", disse Simonaggio. Às 4 horas, o sobrenível do rio havia chegado a 4 metros. Proibição - Até 1992, o bombeamento do Pinheiros na direção da Billings era constante. A Constituição Estadual de 1989, no entanto, deu prazo de três anos para que se parasse o bombeamento da água contaminada do Pinheiros para a Billings, com o intuito de permitir que, no futuro, a água armazenada na represa pudesse ser usada para abastecimento em larga escala na região metropolitana de São Paulo.
A legislação só permite o bombeamento quando a vazão na confluência dos Rios Pinheiros e Tietê ultrapassa os 160 metros cúbicos por segundo ou a sobrelevação do nível da água é superior a 30 centímetros naquele ponto.
Segundo Simonaggio, o bombeamento contínuo não eliminaria sozinho a ocorrência de enchentes. "Mesmo antes da proibição elas aconteciam". (R.W.)





