Bomba explode na casa do presidente da Câmara de Castilho
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segunda-feira, 07 de junho de 1999
Por Antônio José do Carmo 
Castilho, SP, 08 (AE) - Uma explosão seguida de incêndio na casa do presidente da Câmara Municipal de Castilho, no extremo noroeste do Estado de São Paulo, é apontada como terrorismo político dos que defendem o afastamento do prefeito Adão Severino Batista (PFL), acusado de irregularidades administrativas. O vereador Daniel de Oliveira (PSDB) disse que o atentado aconteceu na madrugada de domingo, quando todos dormiam. Ele contou que em menos de 30 segundos conseguiu controlar o fogo com a ajuda do casal de filhos, da mulher e da sogra, evitando a tragédia.
"A bomba, possivelmente um coquetel molotov a base de gasolina, foi atirada ao lado do jardim onde havia uma mangueira dágua ligada à torneira", disse Oliveira. Mesmo assim, a lateral esquerda do Fiat Pálio ficou totalmente queimada. Hoje, o delegado seccional de polícia de Andradina, Valmir Geraldo, disse que a perícia ainda não foi concluída. Segundo ele, não há suspeitos.
Há várias semanas pessoas da comunidade de Castilho têm apresentado denúncias de irregularidades contra a administração. Segundo o vereador Daniel de Oliveira, das sete denúncias apresentadas até agora, apenas uma foi ratificada em inquérito legislativo. Porém, o processo terá continuidade na justiça e não na câmara como pretendem os políticos da oposição. O motivo, segundo Oliveira, é que a Lei Orgânica do Município de Castilho é omissa com relação aos crimes políticos. Segundo o assessor jurídico da câmara, José Luvezutti sem essa atribuição legal os vereadores não têm poder de afastar ou cassar o mandato do prefeito. Há algumas semanas, depois de enfrentarem manifestações públicas em massa nas sessões da câmara, os vereadores afastaram o prefeito. Mas antes mesmo da posse do vice a justiça já o havia reintegrado ao cargo.
Segundo Oliveira, na próxima semana ele mesmo apresenta um projeto de emenda à Lei Orgânica do Município, restabelecendo poderes do legislativo local que foram excluídos da carta.


