São Paulo, 23 (AE) - Uma bomba explodiu ontem, às 20h48, em um vagão de trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Ninguém ficou ferido. A bomba, que estava num bagageiro num canto superior do vagão, deixou as paredes de ferro chamuscadas. Ninguém assumiu a responsabilidade pela explosão, a segunda ocorrida em uma semana dentro de uma composição da CPTM.
O trem atingido pela bomba havia saído pouco antes da estação Brás da CPTM e ia para a cidade de Francisco Morato. Quando a composição UA-145 parou na Estação da Luz havia cerca de 30 passageiros no vagão onde a bomba estava, o penúltimo da composição. De acordo com a empresa, num horário de pico, cada vagão transporta até 300 passageiros.
Com a explosão, houve pânico e correria. Os passageiros tiveram de descer da composição, que foi substituída por outra, a fim de que fosse revistada pela segurança da empresa e pela polícia para saber se não havia outras bombas no trem. De acordo com a CPTM, o tráfego na linha não precisou ser paralisado porque no horário em que a explosão ocorreu o intervalo entre os trens é de 20 minutos. O esquadrão antibombas do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar esteve no local.
Antes da explosão anterior, um telefonema anônimo dado à PM havia informado que uma bomba seria colocada em um trem como protesto contra a prisão de 18 skinheads acusados de espancar até a morte o adestrador de cães Edson Neris da Silva, na Praça da República. Os peritos do Instituto de Criminalística analisarão as bombas para saber se elas têm uma origem em comum. (M.G.)

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