Bomba explode em pátio de escola
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sexta-feira, 23 de abril de 1999
Agência Estado 
Uma bomba do tipo garrafão de fabricação artesanal e comprada em lojas de fogos de artifícios, explodiu na manhã de ontem no pátio de uma escola municipal no bairro Tupi, Zona Norte de Belo Horizonte.
Foi o sétimo artefato detonado em escolas públicas da capital em pouco mais de uma semana. Como nos outros casos, não houve feridos, mas a diretora da Escola Municipal Francisco Campos, Sandra Xavier Fonseca, suspendeu imediatamente as aulas.
Segundo Sandra, o atentado foi avisado por meio de um telefonema anônimo, na quinta-feira, mas ninguém levou a sério. A Polícia Militar informou que está mapeando as explosões e que já tem suspeitos, em parte das ocorrências. No bairro São Domingos, periferia da capital, a PM prendeu o estudante da Escola Municipal Osvaldo Cruz, Alexandre Márcio de Jesus, de 19 anos, que tinha uma bomba. Na casa dele, os policiais encontraram mais dois artefatos, além de pequena quantidade de pólvora.
As principais hipóteses para a onda de atentados em escolas públicas da cidade, iniciada no dia 15, é que sejam obra de traficantes de drogas, que atuam nas próprias unidades de ensino, ou de vândalos, integrantes de gangues de adolescentes. Na terça-feria, um dia após três explosões de bombas de fabricação caseira em diferentes pontos da capital, o secretário de Segurança Pública de Minas, Mauro Lopes, anunciou a criação na cidade da Delegacia de Assistência ao Estudante.
Cheques O vigilante Márcio da Conceição Ramos, de 35 anos, foi preso ontem por policiais da Delegacia de Roubos e Furtos do Rio, sob a acusação de roubar talões de cheques da agência do Banco do Brasil em Santa Cruz, onde ele trabalhava. Márcio, segundo a polícia, fazia parte de uma quadrilha que roubava talões de cheque da agência e os repassava a estelionatários, que pagavam, em média, R$ 200 cada um.


