SÃO PAULO - Uma bomba explodiu por volta das 3h30 de ontem na varanda da casa do promotor público Estevão Mesquita Gomes, em Conselheiro Lafaiete (94 quilômetros ao sul de Belo Horizonte-MG). Ninguém se feriu com a explosão.
Segundo a polícia, a bomba danificou o piso da varanda, e os estilhaços atingiram vidraças e a porta de entrada da casa.
O promotor relaciona o atentado a uma série de denúncias de corrupção feitas contra dois juízes da cidade.
O delegado regional de Conselheiro Lafaiete, Pedro Antônio Mendes Loureiro, 35, disse que a explosão pode ter sido causada por uma granada e que ainda não existem pistas sobre os autores do atentado. ‘‘Acordei com o barulho. Achei que fosse o botijão de gás. Mas lá fora senti cheiro de pólvora e vi que se tratava de coisa mais séria’’, disse Gomes.
Ele afirmou que o ‘‘objetivo do atentado’’ foi o de tentar intimidá-lo. ‘‘Se quisessem me matar, tinham feito uma tocaia’’, declarou. Segundo o promotor, o ‘‘atentado’’ aconteceu porque ele tem feito ‘‘denúncias de corrupção’’ envolvendo os juízes Francisco Eclache Filho e Albertino de Souza Pereira Filho.
O juiz da 1ª Vara da Comarca de Conselheiro Lafaiete, Albertino de Souza Pereira Filho, disse não existe nenhum processo contra ele ou contra Eclache Filho. ‘‘Há três meses levamos todos os documentos para a Corregedoria Geral de Justiça (que analisa denúncias contra os juízes). Foi comprovado que não havia nada contra nós’’, disse Pereira Filho.
Eclache Filho, juiz da 2ª Vara da Comarca de Conselho Lafaiete, afirmou que ‘‘as denúncias são completamente infundadas’’ e que o promotor ‘‘está afastado desde setembro do ano passado por conduta incompatível com o cargo’’.

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