Uma bomba que explodiu ontem em um diretório do Partido dos Trabalhadores (PT) em Guarulhos, na periferia de São Paulo, deixou cinco feridos. Um deles está em estado grave.
O candidato do PT, Eloi Pietá, favorito no segundo turno das municipais de domingo disse que é a terceira bomba colocada no local desde o começo da campanha. As duas primeiras que explodiram só causaram danos em automóveis.
A assessoria de comunicação do PT denunciou recentemente que as agressões contra seus candidatos estão se multiplicando depois do primeiro turno, quando o partido conseguiu vitórias importantes em várias capitais.
Há dez dias, o presidente do PT de Cuiabá (capital do Mato Grosso, Centro-oeste), Sivaldo Dias Campos levou tiros na cabeça num atentado político, segundo a polícia.
O coordenador da campanha de um candidato no estado de São Paulo foi assassinado há duas semanas com um tiro na nuca.
No mesmo dia, o presidente do PT de Caruaru, no estado do Pernambuco (Nordeste) foi assassinado a tiros quando almoçava num restaurante.
O PT disse também que vários de seus militantes em São Paulo estão ameaçados de morte, como nos casos de políticos de pequenas cidades: Geraldo Leite da Cruz, eleito em primeiro de outubro prefeito de Embu, e Paulo Henrique Barjud, prefeito de Jandira.

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