Bom resultado faz Gerdau melhorar projeções para 99
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quarta-feira, 14 de abril de 1999
Por Sérgio Bueno 
Porto Alegre, 15 (AE) - O resultado obtido no primeiro trimestre, com crescimento de 15,5% no faturamento e de 7,6% nas vendas físicas totais, levou o grupo Gerdau a rever para maior as suas projeções para o atual exercício. O vice-presidente e diretor de Relações com o Mercado da empresa, Frederico Gerdau Johannpeter, prevê agora uma receita consolidada superior aos R$ 2,75 bilhões de 1998. O orçamento preliminar para este ano estimava no máximo um equilíbrio, com queda no mercado interno e aumento das vendas externas.
Segundo Johannpeter, boa parte do aumento das vendas internas de janeiro a março está relacionada ao bom desempenho do setor primário. O crescimento da safra agrícola provocou expressivas expansões dos negócios nas linhas de aços para indústria de máquinas e tratores e também para produtos agropecuários como arames, cercas e outros artigos. No segmento da construção civil, a demanda avançou no chamado "comércio formiga".
O empresário explicou que as vendas globais do grupo, incluindo as unidades do exterior, alcançaram 1,004 milhão de toneladas de aço, contra 933 mil nos três primeiros meses de 1998. O montante representou o recorde de negócios trimestrais da companhia, sendo 733 mil toneladas no mercado brasileiro, e proporcionou um faturamento bruto total de R$ 755,5 milhões.
Johannpeter disse que as exportações a partir do Brasil atingiram 99 mil toneladas, ou US$ 26 milhões, impulsionadas pela desvalorização do real. As vendas externas representaram 9% do volume total vendido pela empresa e deverão alcançar entre 15% e 20% no acumulado do ano, prevê o vice-presidente. Segundo ele, a participação média das exportações nos últimos anos oscilou entre 8% e 10%.
De acordo com as informações divulgadas hoje ao mercado pelo grupo, o lucro líquido consolidado da Gerdau no primeiro trimestre antes do imposto de renda e contribuição social foi de R$ 61,7 milhões. O resultado já desconta R$ 22,1 milhões de despesas financeiras líquidas provocadas pela desvalorização cambial.
Com o diferimento de impostos proporcionado pelo aumento dos gastos financeiros, o lucro alcançou R$ 103,4 milhões. No mesmo período de 1998 o resultado antes dos impostos foi de R$ 63,5 milhões.


