Brasília, 13 (AE) - Com o superávit primário de R$ 5,1 bilhões obtido nos primeiros dois meses do ano, o Brasil deverá atingir com facilidade a meta acordada com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que prevê o resultado positivo de R$ 6 bilhões nas contas do setor público no primeiro trimestre. Segundo o chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Altamir Lopes, o bom desempenho das contas no primeiro bimestre praticamente assegurou o cumprimento da meta. "Chegar aos R$ 6 bilhões está relativamente fácil", afirmou Lopes.
Na opinião do secretário do Tesouro Nacional, Eduardo Guimarães, no que depender do governo central a meta será cumprida. Lopes explicou que, na negociação do acordo, a missão brasileira estimou que o resultado do bimestre janeiro e fevereiro seria positivo em R$ 1,12 bilhão.
Para março, destacou, as previsões eram mais otimistas e estimavam um superávit de R$ 4,87 bilhões. Isso por causa das receitas sazonais obtidas pelo governo central, como o início da arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), da Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
Além dessas receitas, Lopes destacou que o governo ainda espera receber aproximadamente R$ 2 bilhões em concessões. Só com concessões do Sistema Telebrás, segundo ele, estavam previstas receitas em torno de R$ 1,3 bilhão em março.
O chefe do Depec não quis fazer nenhuma estimativa sobre qual será o superávit do primeiro trimestre, pois o País já chegou a R$ 5,1 bilhões no acumulado de janeiro e fevereiro. Lopes afirmou que, apesar do desempenho do País estar acima do previsto nas metas fixadas com o FMI, não deverá haver antecipação da revisão do acordo, que está marcada para maio.

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