Londrina - O brasileiro que decide cursar uma faculdade no exterior precisa tomar alguns cuidados para evitar que o sonho de estudar em outro país se torne um pesadelo. Também é necessário preencher uma série de pré-requisitos para ser aceito em instituições de ensino estrangeiras.
Segundo a empresária Priscilla Bassan, diretora da Central de Intercâmbios de Londrina, uma das principais exigências é conhecimento avançado no idioma do país escolhido. Outra preocupação deve ser com o processo de seleção, que é diferente do aplicado no Brasil.
''Não existe vestibular. O estudante é aceito de acordo com o seu currículo e, por isso, é necessário apresentar boas notas'', explica Priscilla, reforçando que o aluno também é avaliado pela fluência no idioma.
A diretora acrescenta que o estudante não pode embarcar se não apresentar todos os documentos solicitados pela instituição estrangeira. ''Os documentos variam conforme a instituição. São exigidos, basicamente, o histórico escolar, cartas de apresentação e de referência'', enumera.
De acordo com Priscilla, a procura de estudantes londrinenses interessados em estudar no exterior está crescendo. ''Existe procura por cursos de graduação e de pós-graduação, além da extensão universitária nas universidades da Califórnia'', observa. Segundo ela, estudar em outro país é uma experiência ''sempre válida'', mas é preciso verificar com atenção se o curso será reconhecido no Brasil.
O Ministério da Educação (MEC) informou que para ter validade nacional o diploma de graduação tem que ser revalidado por universidade brasileira pública que tenha curso igual ou similar reconhecido pelo governo. O processo tem início com a homologação dos documentos relativos ao curso na embaixada ou consulado brasileiro do País onde o estudante fez a graduação.(P.C.B.)

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