Rio, 24 (AE) - O deputado federal Jair Bolsonaro (PPB-RJ) ratificou hoje as declarações que dera ao programa "Câmera Aberta", da TV Bandeirantes, e que poderão levá-lo a ser processado na Câmara dos Deputados por quebra de decoro parlamentar, com possibilidade de perda de mandato. Segundo o parlamentar, "o problema do Brasil é a corrupção, e, se fuzilassem 30 mil corruptos, a começar pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, o País estaria melhor".
Bolsonaro também afirmou que o governo "é o mais corrupto da história do Brasil" e que o secretário de Direitos Humanos, José Gregori, "tem mais estrume na cabeça do que Sérgio Motta (que foi ministro das Comunicações e morreu no ano passado) tinha na barriga". O parlamentar declarou também que o Congresso poderia ser fechado, já que, na prática, não funciona, pois só vota o que interessa a Fernando Henrique. Ele disse ainda que, para dar essas declarações, se baseia no artigo 53 da Constituição federal, que assegura ao parlamentar imunidade por suas palavras, opiniões e votos.
"Se eu não tiver liberdade de opinião, é melhor que me cassem logo", disse ele, ressaltando não haver nenhuma novidade no que estava falando. "Canso de dizer essas coisas na tribuna da Câmara, já estão acostumados comigo", disse. Em 1992, Bolsonaro foi absolvido por 29 votos a 3 na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, por ter defendido o fechamento do Congresso Nacional.

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