Bolsas devem fundir-se até o dia 29
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quarta-feira, 05 de janeiro de 2000
Por Rodney Vergili 
São Paulo, 05 (AE) - O presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Francisco Costa e Silva, está correndo contra o tempo para amarrar um acordo entre as bolsas e criar um mercado nacional de ações nos próximos dias. Ele já anunciou que deixará a presidência da CVM no dia 29, mas quer coroar sua gestão de seis anos na autarquia com a criação de um centro nacional de liquidez.
A resistência maior ao mercado nacional vinha da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Costa e Silva conseguiu no entanto no fim de semana passado reunir no Rio de Janeiro o presidente da Bolsa de Valores de São Paulo, Alfredo Rizkallah, e o presidente da Bolsa de Valores do Rio, Carlos Reis. A resistência da bolsa carioca é agora bem menor, pois estão sendo discutidas algumas reciprocidades.
O pregão unificado ficaria na praça paulista, mas as outras oito bolsas continuariam a existir para cumprir suas funções institucionais, educacionais, desenvolvimento de mercado e atendimento de companhias abertas. A Bolsa do Rio deixaria de negociar ações, especializando-se em negócios secundários com títulos de renda fixa públicos e privados.


