Rio de Janeiro - O valor das bolsas oferecidas a alunos de cursos de mestrado e doutorado das universidades públicas serão reajustados em 18% a partir do dia 1º de fevereiro. O governo não concedia reajustes havia dez anos. O anúncio foi feito ontem, no Rio, pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral. Ele disse que, dependendo do comportamento da economia, o percentual poderá ser aumentado no segundo semestre. Com o reajuste, as bolsas do mestrado passarão dos atuais R$ 725 para R$ 855 mensalmente. As de doutorado, de R$ 1.074 para R$ 1.267.
O ministro informou ainda que deverão ser criadas 1.500 novas bolsas de cursos de pós-graduação, sendo que 30% delas para os Estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Há cinco anos não ocorria um aumento na oferta das bolsas. Segundo Amaral, a medida resultará na descentralização da ciência e da tecnologia no país. Para a criação das novas bolsas, o governo investirá R$ 36 milhões, disse o ministro.
''Nordestinos, amazônicos e estudantes do Centro-Oeste têm o mesmo direito de acesso aos serviços de excelência da ciência, pelo menos naqueles financiados pelo governo federal'', declarou ele. Amaral anunciou também o aumento de 3.000 para 5.070 do número de bolsas de iniciação científica júnior, oferecidas a alunos do ensino médio. Segundo ele, os bolsistas de pós-graduação receberão um adicional de R$ 200 caso participem do Programa Nacional de Apoio aos Professores nas Escolas Públicas de Ensino Médio.
Outra novidade divulgada ontem é a criação de uma nova taxa de bancada (de apoio à pesquisa) para os bolsistas de pós-graduação. A taxa, segundo o ministro, financiará os gastos dos bolsistas com suas pesquisas.

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