Bolsa-Família atenderá 11 milhões
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sexta-feira, 05 de maio de 2006
Flora Guedes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) vai ampliar de nove milhões para 11,1 milhões o número de famílias atendidas pelo Bolsa-Família até julho, de 2006. Serão investidos cerca de R$ 2 bilhões a mais no programa, por ano, totalizando R$ 8,5 bilhões.
O Bolsa-Família é considerado a menina dos olhos do governo federal, além de reforçar o trabalho de combate à fome a principal bandeira da campanha anterior do presidente Lula colaborou para a redução significativa das taxas de pobreza e desigualdade social no País. Algo que nunca houve em 25 anos, destacou o secretário Nacional de Assistência Social, Oswaldo Russo.
No Paraná, o programa beneficia mais de 429 mil famílias, o que corresponde a 85,13% das famílias pobres (com renda até R$ 100,00) e investiu quase R$ 23 milhões, em março de 2006. O secretário disse que o objetivo é aumentar para 500 mil famílias atendidas no Paraná, um dos poucos estados que co-financia a implantação dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras).
Já existem dois mil centros no Brasil e aqui no Paraná já são 82. Esses equipamentos visam a proteção básica e preventiva das famílias, explicou Russo, que participou do 38º Fórum Nacional de Secretários de Assistência Social (Fonseas), realizado ontem, no Hotel Bourbon, em
Curitiba.
No evento, a ministra interina do MDS, Márcia Lopes, fez um balanço de financiamentos e da implantação do Sistema Único de Assistência Social, ocorrido em setembro do ano passado. Precisa ser superada idéia de benemerência, até porque se trata de um direito previsto na lei federal, desde 1993. Assim como a Saúde viveu esse processo com o SUS estamos consolidando esse sistema como política pública de Estado, disse.
De acordo com Márcia Lopes, o governo triplicou o orçamento de 2006, se for comparado com o ano de 2002, destinando R$ 21 bilhões ao Ministério. Em 2005, o Paraná recebeu 800 milhões do MDS, destacou. O Bolsa-Família é o carro-chefe do Fome Zero e se trata de programa de transferência de renda com condicionalidades, porque a família recebe a bolsa com compromisso de manter os filhos na escola, vanciná-los e garantir que não estejam no trabalho infantil, enfatizou.
Sobre irregularidades às quais o programa está sujeito, o secretário Oswaldo Russo disse que o governo federal e os municípios devem agir de forma enérgica. Não podemos comprometer o programa como um todo por uma irregularidade ocasional, disse. Russo informou que a secretaria cancelou recentemente mais de 200 mil cadastros irregulares.


