São Paulo – Apontado pelas Nações Unidas como um dos programas mais eficazes de combate à miséria, o Bolsa Escola deve se transformar numa espécie de Plano Marshall Social que a ONU pretende oferecer à África.
  Na última quarta-feira, o idealizador do programa, Cristóvam Buarque, apresentou a ministros de 48 nações africanas reunidos na Tanzânia os métodos e resultados do programa, lançado no Brasil em 1995 e hoje adotado por países como México, Argentina, Equador e Moçambique. Hoje, em Brasília, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) lançará um livro em inglês/francês e português/espanhol, ‘‘Bolsa Escola – Educação para Enfrentar a Pobreza’’, relatando as experiências do programa e orientando sobre sua adoção.
  O Bolsa Escola paga às famílias pobres uma quantia mensal para cada filho em idade escolar que estiver efetivamente freqüentando as aulas. O programa idealizado por Buarque – nome mais cotado para o Ministério da Educação do governo Lula – é tido pelas Nações Unidas como ideal para combater a pobreza na África, onde estão os 18 países que figuram entre os mais pobres do mundo e onde 20% das nações têm sua infra-estrutura constantemente abalada por desastres naturais e conflitos.
  O Bolsa Escola na África custaria US$ 7,3 bilhões por ano, o que equivale a 28% do que os países pagam para rolar suas dívidas. A Unesco calcula que haja atualmente 90,5 milhões de crianças fora da escola e uma média de três crianças por família. O Bolsa Escola seria de US$ 20 por mês.

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