Rio, 02 (AE) - A Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ) está dando o primeiro passo para uma reforma patrimonial, através da recompra de títulos de corretoras com pouca atuação junto à praça carioca. Segundo o presidente da Bolsa de Valores do Rio, Carlos Reis, a medida tem por objetivo tornar mais ágil a negociação em torno do projeto de divisão do título patrimonial.
Reis negou especulações do mercado de que a medida serviria para facilitar o processo de discussão interna sobre a fusão da praça carioca com a paulista. A fusão é defendida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e vem sendo discutida desde o Caso Nahas, em 1989. Até hoje, no entanto, não houve nenhum avanço nas conversas. Em São Paulo, a direção da Bovespa recusou-se a comentar o assunto.
O presidente da BVRJ usa um discurso antigo ao falar da fusão. "Como toda a empresa, a bolsa do Rio está aberta para uma possível negociação com outra bolsa; mas não há nenhum fato novo em relação as nossas conversas com a Bolsa de São Paulo", ressaltou. No entanto, ele admite que se o novo projeto de negociação eletrônica adotado recentemente pela praça carioca der certo, ele dará à instituição maior poder de barganha no caso de uma fusão.

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