Rio, 15 (AE) - O pregão viva-voz da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ) deixa de funcionar amanhã (16) para dar lugar a um novo sistema de negociação eletrônica. A partir desta data, os papéis passam a ser negociados através de um regime de ofertas, e não mais de ordens, que serão fechadas automaticamente no computador.
O modelo adota o sistema de formador de mercado, ou "market maker", seguido com grande sucesso nos Estados Unidos pelo Nasdaq (National Association of Securities Dealers Automated Quotations), hoje, o segundo maior mercado de ações dos EUA.
A principal diferença em relação ao sistema atual de negociação é que o corretor, que agora passa a ser um "market maker", é obrigado a ter uma oferta de compra e venda para as ações. Pelo sistema atual da Bolsa do Rio e de São Paulo, o corretor se obriga apenas a tentar fazer o negócio pedido pelo cliente. Ou seja, se o cliente quer comprar, o corretor tenta achar alguém que queira vender e vice-versa. O preço se forma caso o negócio seja fechado.
No modelo novo, o "corretor" passa a ser obrigado a ter uma oferta de compra e venda da ação. Assim, o cliente fecha o negócio direto com a corretora, que deve inclusive ter as ações em carteira. A corretora passa a ganhar dinheiro pelo diferencial de preço de compra e venda e não mais pela taxa de corretagem, como no sistema atual.
O sistema se assemelha à compra de dólar, por exemplo, em uma agência bancária. O banco sempre tem um preço para compra do dólar e para venda. No mercado de ações, atualmente, a corretora tem que sair atrás de um interessado no negócio, o que afeta muito a liquidez do mercado. Mais de 15 corretoras se inscreveram para ser market-maker.

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